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Tornar a agricultura mais eficiente e reduzir consumo industrializado

Sábado, 08 de Setembro de 2007
Categoria(s): Aquecimento global, Desastres ecológicos, Florestal, Notí­cias
|-> Publicado por: Maurí­cio Machado

Governo quer priorizar comunidades na gestão de florestas, diz Mangabeira Unger

Leandro Martins
Da Rádio Nacional da Amazônia

O ministro da Secretaria de Planejamento de Longo Prazo, Roberto Mangabeira Unger, avalia que a participação comunitária na gestão das florestas brasileiras pode influenciar no desenvolvimento do país. Segundo Mangabeira Unger, a secretaria planeja desenvolver ações que priorizem a participação das comunidades na gestão das florestas. De acordo com ele, essa é uma tendência internacional.

O ministro diz que a lucratividade obtida com a produção florestal supera outros modelos de utilização da terra como, por exemplo, a pecuária. As condições do solo e do clima brasileiro são tão favoráveis que é possível plantar em quase todo o território nacional, acrescenta.

Mas, para Roberto Mangabeira Unger, o atual modelo de gestão da terra no Brasil atrapalha o desenvolvimento combinado com a inclusão social. Ele afirma que o modelo de propriedade florestal brasileira ainda é antigo, e representa um atraso para o desenvolvimento do país. “Não basta regular o mercado, não basta contrabalançar as desigualdades que o mercado produz por meio de políticas sociais. É necessário reinventar e reordenar o mercado. E aí está um exemplo, no surgimento de novos modelos de gestão comunitária das florestas”, comenta.

O diretor de Política Ambiental da organização não-governamental (ONG) Conservação Internacional, Paulo Gustavo Prado, concorda que a participação das comunidades na gestão de florestas pode trazer lucros ao país. Mas, para ele, precisa haver planejamento e financiamento para que a atividade alcance o sucesso.

“Se isso for bem planejado, dentro de um contexto de paisagem bem estudada, privilegiando áreas degradadas, por exemplo, pode ser uma solução tanto econômica quanto ambiental”, opina. Prado acrescenta que a gestão comunitária pode acabar com problemas de desmatamento de espécies nativas.

Menos carro e menos compras, sugere professor a quem quer conter aquecimento global

Luana Lourenço
Repórter da Agência Brasil

A discussão sobre os impactos das mudanças climáticas, em especial do aquecimento do planeta, é assunto de reuniões da agenda mundial de negociações este ano. O enfrentamento dessas alterações também pode ser trazido para o cotidiano, para o ambiente doméstico. Uma redução no uso do automóvel e no consumo está entre as sugestões do professor Paulo Artaxo para os cidadãos que querem ajudar a conter o problema.

“Não se pode esperar que um governo, que uma organização faça o alerta, o alerta cabe a toda a população”, avalia o professor, do Instituto de Física da Universidade de São Paulo (USP). “É um problema global e tem que ser uma preocupação de todos. E toda a humanidade vai ter que alterar seus padrões de consumo.”

A pedido da Agência Brasil, Artaxo, um dos representantes brasileiros no Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), lista cinco dicas para que a sociedade possa contribuir com a redução da emissão de gases do efeito estufa, uma das principais causas do fenômeno do aquecimento:

- utilizar menos combustível (e, portanto, usar menos o transporte individual);

- substitur a gasolina por álcool, que é um combustível mais “limpo” (menos poluente);

- investir em transporte público de qualidade, para reduzir o número de veículos particulares nas ruas (eles contribuem muito para as emissões de gases como o dióxido de carbono);

- usar menos “produtos de consumo” para que as indústrias não aumentem a demanda por insumos (”em vez de trocar de celular a cada seis meses, trocar a cada ano”, exemplifica ele);

- estimular a reciclagem, porque reduz a utilização de produtos industrializados e preserva os recursos naturais.

Agência Brasil



Sobre o autor: Biólogo e ambientalista, responsável pelo projeto AMAnatureza e articulista com fundamentos e conhecimento para discutir assuntos voltados ao meio ambiente com uma visão crítica, analisando o tema de maneira radical e completa.
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