União Européia fecha acordo sobre redução de emissões de poluentes

Todos os dias publicamos novos conteúdos e conquistamos um número cada vez maior de usuários. A equipe do portal AMA agradece a todos os usuários que acessam constantemente este site, que já é uma referência nacional sobre preservação ambiental e desenvolvimento sustentável. E lembre-se, não basta apenas conhecer os problemas, é necessário agir! Cada um fazendo sua parte, de forma consciente, ajuda a melhorar o ambiente em que todos nós vivemos.

União Européia fecha acordo sobre redução de emissões de poluentes

Da Agência Brasil

Os governantes da União Européia (UE) chegaram hoje (12) a um acordo sobre um pacote de medidas contra as mudanças climáticas que confirma os objetivos do bloco sobre a redução das emissões de dióxido de carbono (CO2), mas reduz a responsabilidade das indústrias pesadas nesse processo, de acordo com a BBC Brasil.

Minimizar o impacto econômico que o plano terá sobre esse setor, já muito debilitado pela crise financeira, era a única forma de conseguir a unanimidade entre os 27 países europeus, já que Alemanha, Itália e Polônia ameaçavam vetar o acordo.

O pacote elaborado pela Comissão Européia (órgão executivo do bloco) determina que, até 2020, a União Européia deve reduzir em 20% as emissões de gases poluentes e o consumo de energia, além de aumentar também para 20% a participação de energias renováveis no consumo total.

Uma das medidas centrais do pacote é a inclusão de todos os setores industriais no esquema europeu de comércio de emissões, o que os obrigaria a comprar os direitos para emitir gases que intensificam o efeito estufa em leilões organizados pelo bloco. Atualmente, 90% desses direitos são concedidos gratuitamente.

O texto aprovado determina que a indústria européia, de forma geral, terá que pagar pelos 20% dos direitos de emissão a partir de 2013 e por 70% a partir de 2020.

No setor energético, os produtores só começarão a pagar pela totalidade dos direitos em 2020, uma concessão feita à Polônia, onde 95% da energia produzida localmente tem como fonte o carvão.

“Cobrar por 100% dos direitos já em 2013 causaria um aumento entre 2% e 3% no preço da eletricidade para os poloneses. Isso não é possível. Não é socialmente aceitável”, disse o presidente da União Européia, o francês Nicolas Sarkozy, em entrevista coletiva ao final da cúpula realizada em Bruxelas.

Mas o argumento não convence as organizações ambientalistas, que acusam a União Européia de “recompensar os maiores poluidores, em vez de fazê-los pagar pelo dano que estão causando”.

“Subsidiar os maiores poluidores é imoral e contra produtivo”, disse Sanjeev Kumar, coordenador da área na WWF [ONG internacional de defesa do meio ambiente].

Apesar dessas mudanças, os líderes europeus classificaram o pacote de “histórico” e disseram que a decisão confirma a liderança européia no combate às mudanças climáticas. “Nenhum outro país do mundo impôs regras tão rígidas. A Europa pode dizer: “Nós já fizemos. Agora façam vocês'”, afirmou Sarkozy.

O presidente da Comissão Européia, José Manuel Durão Barroso, pediu que os outros países sigam o exemplo da União Européia, em especial os Estados Unidos. “Nossa mensagem para nossos parceiros é: “Sim, vocês podem'”, disse, em alusão ao lema de campanha do presidente eleito norte-americano, Barack Obama.

Agência Brasil

Sobre

- Redação AMAEsta notícia foi selecionada pela redação do site AMAnatureza e disponibilizada aos leitores do projeto citando a fonte e créditos autorias de acordo com os direitos de divulgação estabelecidos pela instituição responsável.Ver todas as publicações de - Redação AMA »

Deixar uma Resposta

Você precisa estar logado para publicar um comentário.