

Usina de Jirau pode causar impactos irreversÃveis ao meio ambiente
sábado, 07 de fevereiro de 2009
Categoria(s): Auto-suficiência, Energia, Fontes alternativas, Impacto Ambiental, NotÃÂcias, Usinas
|-> Publicado por: - Redação AMA
Especialista diz que mudança da Usina de Jirau pode causar impactos irreversÃveis ao meio ambiente
Da Agência Brasil
A mudança do local da construção da Usina Hidrelétrica de Jirau no Rio Madeira pode causar danos irreversÃveis para a biodiversidade da área. Segundo o professor de Planejamento de Sistemas Energéticos da Universidade Federal de Rondônia (Unir), Arthur Moretti, não foram realizados estudos prévios sobre os riscos para o ambiente do novo local.
Moretti afirmou, em entrevista no programa Amazônia Brasileira, da Rádio Nacional, que o consórcio vencedor do leilão para a construção da hidrelétrica, Energia Sustentável do Brasil, realizou a mudança de 9,2 quilômetros da área inicial, interessado somente nos ganhos econômicos e não nos prejuÃzos que serão causados com a nova construção.
“Fizeram apenas uma análise técnica e econômica para o leilão, mas não existe nenhum estudo feito nos moldes que a legislação ambiental exige”, disse. Com a mudança haverá uma economia de R$ 1 bilhão no custo total da obra, estimado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) em R$ 8,7 bilhões.
Com a construção já em andamento, o professor afirmou que milhares de peixes já morreram no mês passado e que o estudo da área original do projeto pode ser descartado, porque a biodiversidade do novo local pode ser muito diferente.
Moretti questionou ainda a decisão da justiça de manter a validade da licença ambiental da hidrelétrica. “Nós conseguimos uma liminar da Justiça Federal de Rondônia para impedir que a obra começasse, mas o Tribunal Regional Federal da 1ª Região [TRF, sediado em BrasÃlia] derrubou, alegando que não tinha nenhum dano causado ao meio ambiente, ou seja, é estranha essa constatação, porque, se não há estudo, como é que existe uma constatação?”, questionou o professor.
O Fórum Brasileiro de Organizações Não Governamentais (ONGs) e Movimentos Sociais para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento encaminhou um recurso à Justiça solicitando a elaboração de uma avaliação ambiental da área depois da decisão do TRF.
Professor cobra do governo ações de incentivo à energia solar
Kelly Oliveira
Repórter da Agência Brasil
O uso da energia solar somente nos chuveiros no paÃs aumentaria a demanda por coletores térmicos em 8 milhões de metros quadrados, afirmou o professor do Departamento de Engenharia Mecânica da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Sérgio Colle, em entrevista à Rádio Nacional.
Atualmente a produção brasileira desses coletores, segundo o professor, está em 700 mil metros quadrados por ano. “O governo federal nunca pensou em aproveitar a energia solar até para reduzir o consumo de energia dos chuveiros elétricos”, afirmou o professor.
Para Colle, falta integração dos gestores públicos de polÃtica enérgica e a comunidade cientÃfica para promover o uso de energia renovável. “Esse ligação é muito forte em todos os paÃses desenvolvidos”, afirmou. De acordo com ele, no Brasil a comunidade cientÃfica faz a sua parte, mas falta apoio do governo.
