Volume de reservatórios teve queda acentuada

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Volume de reservatórios teve queda acentuada

Previsão de chuvas até março supera a do último trimestre, diz Inmet

Marco Antônio Soalheiro
Repórter da Agência Brasil

Dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indicam que o volume de chuvas no país, de janeiro a março, será superior ao registrado nos últimos três meses do ano passado, como esperado pelas autoridades do setor elétrico.

“É um quadro que inspira atenção. O governo está mobilizado, analisando a questão, mas não é alarmante, conforme os dados disponíveis até agora”, avaliou o coordenador geral de desenvolvimento e pesquisa do Inmet, Lauro Guimarães, em entrevista à Agência Brasil.

No dia 10 (quinta-feira), conforme o levantamento mais recente divulgado pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), o volume de água nos reservatórios era de 44,47% no Sudeste/Centro-Oeste e de 27,12% no Nordeste. Para evitar problemas no fornecimento de energia até que os níveis subam, o governo já colocou em funcionamento 31 usinas termelétricas – 25 a gás e seis a óleo diesel.

As previsões do Inmet sinalizam que, em regiões pontuais, o quadro de seca pode se agravar. É o caso do norte de Minas Gerais, do norte do Espírito Santo e da Bahia, onde a projeção aponta para 50 milímetros cúbicos de chuva por mês até março – o índice médio esperado para o período deveria ser de 150 milímetros cúbicos. No acumulado de outubro a dezembro do ano passado, houve uma queda de 500 milímetros cúbicos no volume de chuvas registrado historicamente nestes locais.

Lauro Guimarães explicou que apesar de serem regiões que integram a bacia do Rio São Francisco, a escassez de chuvas nelas não significa necessariamente um comprometimento maior do reservatório de Sobradinho, no norte da Bahia: “Temos um quadro desfavorável no médio e no alto São Francisco, mas favorável no baixo São Francisco – então, a vazão pode até ser boa mesmo com seca.”

Na Região Sul, excluído o norte do estado do Paraná, existem 40% de chances de chuva abaixo da média nos próximos três meses, considerados valores do período nos últimos 40 anos. Significa dizer, segundo o Inmet, que o total de chuvas do primeiro trimestre de 2008 no Rio Grande do Sul pode ficar abaixo de 200 milímetros cúbicos, quando poderia chegar a 400 milímetros cúbicos pela média histórica. Mas o impacto do índice para as bacias hidrográficas “pode ser compensado por chuvas acima do normal em São Paulo e Mato Grosso do Sul”, informou Guimarães.

Os indicadores do Inmet apontam que até março a chuva pode superar 500 milímetros cúbicos em Mato Grosso do Sul e Paraná, e em algumas áreas de São Paulo, chegar a 700 milímetros cúbicos. O instituto também trabalha com 75% de chances de chuvas normais no litoral nordestino e de chuvas acima da média na maior parte desta região.

No próximo dia 17, representantes do Inmet se reunirão com os de outros órgãos de meteorologia para reavaliar números e projetar um cenário das chuvas até abril, com previsões de consenso.

 

Volume de reservatórios teve queda acentuada, mas continua acima dos níveis de 2001

Marco Antônio Soalheiro
Repórter da Agência Brasil

A escassez de chuvas no último trimestre de 2007 provocou queda acentuada no volume útil dos reservatórios do Nordeste e do Sudeste/Centro-Oeste, mas os índices são menos críticos do que os registrados no mesmo período de 2001, ano do “apagão” que provocou o racionamento do consumo de energia. Os dados comparativos são disponibilizados pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico.

Em março de 2007 o reservatório de Sobradinho (a 556 quilômetros de Salvador, no norte da Bahia), tinha 98,62% de volume útil preenchido. De lá para cá, começou uma queda progressiva. Em outubro o índice não passava de 25,57%. Caiu para 18,77% em novembro e para 16,52% em dezembro. Apesar de baixos, os níveis recentes ainda significam certa folga em relação a 2001. Em outubro e novembro daquele ano, o volume útil no reservatório de Sobradinho era de apenas 6,3%. Foram as reservas mais baixas durante o período do apagão.

Considerando todos os reservatórios do Nordeste, o volume armazenado era de 40,15% em Outubro de 2007 contra 8,41% no mesmo mês de 2001. Até o dia 10 o índice de armazenamento era de 27,12%, valor bem superior ao pior índice regional do ano do apagão (7,84% em Novembro de 2001).

Os reservatórias do Sudeste, com volume atual armazenado de 44,47%, estão em queda desde abril de 2007, quando o índice era de 86,68%. Mas teriam de sofrer mais reduções progressivas para que se configurasse situação como a de setembro de 2001, durante o apagão, quando tinham apenas 20,61% de energia armazenada, valor mais baixo da região naquele ano.

Na sexta-feira, dia 11, o Instituto Nacional de Meteorologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) confirmou que, com exceção de regiões pontuais, vai chover mais até março do que o volume registrado no último trimestre de 2007. A expectativa das autoridades do setor elétrico é que a situação dos reservatórios volte para níveis mais razoáveis, mas o governo adotou medidas preventivas para evitar que se repita a necessidade de racionamento de energia no país.

Já estão em funcionamento 31 usinas térmicas – 25 que geram energia a gás e seis, a óleo. O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquin, também ressaltou nesta semana que, de 2001 para cá, foi dobrada a capacidade de transmissão de energia do Sul para o Sudeste do Brasil e aumentada em duas vezes e meia capacidade de transmissão do Sudeste para o Nordeste.

Agência Brasil

Sobre

Maurí­cio MachadoBiólogo e ambientalista, responsável pelo projeto AMAnatureza e articulista com fundamentos e conhecimento para discutir assuntos voltados ao meio ambiente com uma visão crítica, analisando o tema de maneira radical e completa.Ver todas as publicações de Maurí­cio Machado »

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